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Vem aí o "I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil"


Prezados amigos,

Um dos motivos para que este blog viesse ao ar foi o de, além de apresentar e difundir o trabalho de vários criadores de LIJ em Pernambuco, preparar as bases para a realização do I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil, realizado com êxito em agosto de 2011, pelo que esperamos novas e melhores edições anuais. Há um grande número de talentosos criadores de LIJ em Pernambuco, que precisam se conhecer mais e melhor, unir forças e trabalhar em coletivo. Assim, além de convidá-los a colaborar com materiais para este espaço virtual, os convidamos a tomar parte neste projeto mais amplo que, sem dúvida, será um marco para o setor em nosso estado. Abraços a todos, Telma Brilhante e Antonio Nunes (Tonton) - Coordenadores do projeto. Contamos com vocês!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dicas de verão... Ainda em 2014!


Devo confessar que as cobranças pelas dicas de leitura para o verão já estão a chegar... Para não mais tardar, seguem duas que foram bastante apreciadas aqui em casa.




O "Poemas que escolhi para crianças", antologia de Ruth Rocha (Salamandra, 2. ed., 2013), além de contar com poesias encantadoras, conta com ilustrações igualmente belas. Sua estruturação em temáticas (bichos e bichinhos, família, meninas e meninos etc.) propicia um mergulho em vai-e-vém ao sabor da diversão e do prazer da leitura. Mais que recomendado. As pequenas adoraram e pediram bis!



Outra dica saborosa é o também belo "Literatura oral para infância e a juventude - lendas, contos & fábulas populares no Brasil", de autoria de Henriqueta Lisboa, publicado com muito zelo pela Peirópolis (2002), trazendo belas ilustrações e prefácio de Ricardo Azevedo. Vale a pena conferir!

Até ele, Modiano...



Sim, até mesmo o Prêmio Nobel de Literatura 2014, Patrick Modiano, escreve lindos livros para crianças. Acabo de receber esta bela sugestão de um querido amigo e resolvi partilhar com vocês. Daqui a um pouquinho posto as minhas dicas de leitura para estas férias de verão. Aguardem.Já, já...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Literatura é liberdade, principalmente para as crianças

Por Ivani Cardoso 

(publicado originalmente em http://www.contec-brasil.com/pt/newsletter/01796)

A literatura infantil e juvenil brasileira está em expansão. Do ponto de vista do mercado, há um amadurecimento proporcionado pelos programas do governo de incentivo à leitura e pela compra de livros infantis e juvenis, que acabou se refletindo no aumento da produção de LIJ, na sua visibilidade nas feiras internacionais, em traduções para outros idiomas (ainda que tímidas), e na vinda de agentes literários para os eventos de literatura no Brasil. Essa a é a opinião de Cláudia Ribeiro Mesquita, gerente editorial de literatura infantil e juvenil das Edições SM. Para ela, a literatura para crianças e jovens deve ser tratada sem preconceitos, com a liberdade que a arte demanda: “na literatura cabem todos os tipos de personagens e enredo, todos os temas, todos os registros de linguagem que sirvam à realização do projeto narrativo do autor. Isso vale para todas as idades”, analisa.

Você acha que há temas proibidos no universo infantil?
Não. As crianças não são ingênuas e estão constantemente expostas a toda sorte de acontecimento. Mas exposição não implica necessariamente assimilação, então acho que há formas de abordar os assuntos, sejam eles delicados, polêmicos ou rotineiros. A literatura, como as outras artes, tende a expressar sua época, as questões sociais, econômicas, de costumes. Com a literatura infantil não é diferente. O que importa não é o tema, mas como ele é desenvolvido literariamente. Também é preciso levar em conta o contexto de discussão. A literatura de qualidade, além oferecer ao leitor fruição estética, propicia o desenvolvimento de seu senso crítico e o contato com universos subjetivos e culturais diversos, passando longe de soluções didáticas, pedagógicas. Ela também dá ao adolescente e à criança a possibilidade de sairem deles mesmos, de se conhecerem pela identificação ou oposição à trama e/ou personagens, sem juízo de valor, maniqueísmo, estereótipo.

Temas mais delicados para o universo infantil devem ser tratados com mais cuidado?
Sim. Justamente porque a sociedade e seus valores sempre, ainda que de modo indireto, ou mesmo pela negação, penetram no âmbito da literatura e afetam o modo de perceber, sentir, pensar e dizer as coisas. Então me parece normal que questões que estejam afloradas na esfera sociocultural ressurjam em forma de literatura. Na literatura cabem todos os tipos de personagens e enredo, todos os temas, todos os registros de linguagem que sirvam à realização do projeto narrativo do autor. O preconceito na literatura infantil deve ser tratado sem viés pedagógico, sem panfletagem. De preferência com a liberdade que a arte demanda. Isso vale para todas as idades.

Quais são os temas mais comuns ao universo infantil?
Assuntos polêmicos têm se revelado uma tendência de mercado, especialmente os ligados à sexualidade. Ainda há pouca literatura no Brasil para crianças e jovens que contemplem relações de gênero, homoafetividade e novos padrões de identidade, por exemplo. Essas questões ainda permanecem como tabu, não estão suficientemente amadurecidas pela sociedade, mas houve um avanço, a diversidade está em discussão e existe concretamente para quem quiser ver. Ainda que timidamente, esses temas têm sido incorporados à literatura infantil e juvenil.

Como encara a questão da moral na literatura infantil e juvenil?
Cabe à criança construir seu padrão moral a partir do próprio repertório, do seu entorno, dos valores familiares, de seus contextos social, econômico e cultural, do que constitui sua identidade. Literatura é liberdade, apesar da literatura infantil e juvenil ter nascido comprometida com um projeto moralizante, educador, do qual ela vem se desvencilhando pouco a pouco.

Como os pais podem incentivar o hábito da leitura?
Oferecer contato com o livro, com narrativas variadas de modo geral (não só textual, mas orais, imagéticas). Desmistificar a literatura e tirá-la do pedestal. O gosto pela leitura é uma construção diária de intimidade, prazer, conhecimento, que acontece no longo prazo e sem obrigações.

As crianças atualmente convivem muito com as novas tecnologias. Como despertar o interesse pelo livro impresso?
Computadores, celulares e redes sociais são apenas outros suportes (o papel é um) que devem ser integrados ao dia-a-dia das crianças e dos adolescentes, como possibilidade de enriquecimento. Hoje é muito fácil encontrar o título e o resumo de um livro na Internet, por exemplo. Isso é ótimo. A questão é suscitar no leitor em formação o desejo de aprofundar-se nesta leitura. O principal desafio é descobrir como usar as novas tecnologias a favor da leitura. Um dos caminhos pode ser o de explorar os variados perfis de leitor e de leitura, tendo em vista as plataformas disponíveis (e-book, smartphone, tablet, computador, audiobook e o papel).

Como a senhora avalia a aceitação da literatura infantil e juvenil brasileira no exterior?
A literatura infantil e juvenil no Brasil tem qualidade reconhecida internacionalmente, temos autores premiados e publicados em outros países como Lygia Bojunga, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky, Marina Colasanti, Ricardo Azevedo, Ziraldo e, mais recentemente, Nelson Cruz, Roger Mello, nomes totalmente ligados à literatura infantil e juvenil desde os anos 1980, só para citar alguns. Hoje a literatura infantil e juvenil brasileira está em alta. Acho que há dois fatores no âmbito da criatividade que contribuem para este movimento: o engajamento de escritores da chamada literatura adulta que passaram a valorizar a LIJ e, portanto, a se dedicar a ela; e o envolvimento de quadrinistas, desenhistas e artistas plásticos que se somaram aos ilustradores clássicos de LIJ. Isso, entre outros fatores, enriqueceu muito a qualidade da LIJ no Brasil.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Filig estreia site com novidades sobre o festival internacional de literatura infantil

O site oficial do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns, o Filig, estreou nessa quinta-feira (18) repleto de novidades sobre o universo dos livros para as crianças. O internauta vai encontrar na página (www.filigfestival.com.br) a programação do evento, perfis dos autores convidados e resenhas de obras, além de informações sobre a cidade que sediará o Filig. Antes e durante o festival, que acontece de 9 a 12 de outubro, o público também poderá conferir as novidades pelo FacebookTwitter  e Instagram (@filigfestival).

O site apresenta o primeiro festival internacional de literatura infantil realizado no Nordeste, com expectativa de reunir cerca de seis mil pessoas no Agreste pernambucano. O espaço mostra a programação do evento, ainda com novidades a serem divulgadas. Biografias e entrevistas com os autores convidados para o evento também estão disponíveis. Além disso, uma parte especial da página é dedicada às notícias sobre o festival. O site tem ainda uma seção dedicada às resenhas de livros coordenada pelo curador do Filig, o escritor Antonio Nunes, o Tonton. Neste espaço, são apresentados títulos úteis para quem se interessa pela literatura voltada às crianças, servindo como ponto de partida ou aprofundamento no tema, ou como dicas de leitura.
Para quem vai a Garanhuns participar do Filig, a página traz informações sobre os principais pontos turísticos da cidade, com destaque para o Parque Ruber Van der Linden, conhecido como Pau Pombo, onde serão realizadas várias atividades: apresentações culturais, rodas de leitura, feira de livros, bate-papos e leitura numa biblioteca montada para o evento. Opções de hospedagem no município e como chegar a ele, distante 230 quilômetros do Recife, também estão no site.

Caruaru ganha festival literário

No período de hoje (22) até o próximo sábado (dia 27/09), uma série de atividades voltadas à formação de leitores terá lugar em diversas escolas e espaços públicos da cidade de Caruaru, agreste pernambucano, a cerca de 130 km do Recife. A programação e os autores participantes, assim como todas as informações referentes ao evento podem ser obtidas em www.carulit.com.br. Dentre os destaques, o cartunista e ilustrador Ziraldo, criador do simpático Aru, mascote do evento. Vale a pena conferir!