Páginas

Vem aí o "I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil"


Prezados amigos,

Um dos motivos para que este blog viesse ao ar foi o de, além de apresentar e difundir o trabalho de vários criadores de LIJ em Pernambuco, preparar as bases para a realização do I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil, realizado com êxito em agosto de 2011, pelo que esperamos novas e melhores edições anuais. Há um grande número de talentosos criadores de LIJ em Pernambuco, que precisam se conhecer mais e melhor, unir forças e trabalhar em coletivo. Assim, além de convidá-los a colaborar com materiais para este espaço virtual, os convidamos a tomar parte neste projeto mais amplo que, sem dúvida, será um marco para o setor em nosso estado. Abraços a todos, Telma Brilhante e Antonio Nunes (Tonton) - Coordenadores do projeto. Contamos com vocês!
Mostrando postagens com marcador Trabalho coletivo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho coletivo. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de outubro de 2011

Opinião Pernambuco Literatura Infantil e Juvenil - repercussão


O Programa Opinião Pernambuco da última 3a feira, dia 25/10, versou sobre a Literatura Infantil e Juvenil e a formação de novos leitores. As repercussões foram as melhores possíveis e alguns telespectadores já demandam por um novo programa, pois, segundo as palavras de um destes, "um programa de uma hora de duração foi pouco para tratar da tão vasta e interessante temática".

Na foto acima, flagrante do encerramento do Programa - todos com um sorriso de satisfação no rosto. Em primeiro plano, o jornalista Haymone Neto (de terno, à esquerda), ao fundo, o escritor Antonio Nunes - Tonton (Coordenador Regional da AEILIJ em Pernambuco e de LIJ da Fliporto 2011), a escritora Luzilá Gonçalves (Coordenadora da Linha Editorial de LIJ da Cia. Editora de Pernambuco - CEPE) e, à direita, o também escritor, Valdir Oliveira.

Pela quantidade de mensagens que recebemos depois do programa, é inegável o crescimento do interesse pelas questões relacionadas à LIJ em Pernambuco. Que bom: estamos trabalhando para isto! Que venham mais e mais ações na área. As crianças e o público juvenil agradecem.

P.S. Só para registrar - na 6a feira à noite, ao regressar depois de um mais um dia de trabalho, fui surpreendido pelo seguinte comentário do porteiro noturno de meu prédio: - Seu Antonio, gostei muito de sua fala no Programa da TVU, com simplicidade. Foi esclarecedor. Quando é que vai ter outro programa desses?

Creio que estamos no caminho certo! De acordo? E então, alguma contribuição neste sentido? Participe, dê sua opinião, sua sugestão.

sábado, 20 de agosto de 2011

A Carta de Propósitos da LIJ Pernambucana


Detalhe da coordenação da reunião plenária: atividade de encerramento do I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil. Das conclusões desta discussão coletiva se extrairá a "Carta de Propósitos para a LIJ Pernambucana", que conterá as diretrizes para o desenvolvimento setorial local, contendo as perspectivas de todos os atores sociais envolvidos. Apresentado em breve síntese momentos antes do final do encontro, este documento entrará em consulta formal para refinamento e aprovação por todos os seus participantes, após o que será trazido a público. Esperamos e desejamos que esta "Carta" seja o marco divisor de águas para novos tempos na Literatura Infantil e Juvenil Pernambucana. Agradecemos a todos os que contribuíram para a sua construção.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Crítica Literária para "Trem de Histórias"



Histórias de Trem
(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB)

Antigamente
via-se o trem
rasgando a paisagem verde
resfolegando cansado...

(Cláudio Limeira. Réquiem para Maria Fumaça)

Trem de histórias – Antologia de contos juvenis (Caki Books Editora, 2011) reúne textos de autores e ilustradores associados da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil. Compreende contos, crônicas e poesias. O trem é o personagem fulcral dessas histórias.
Antonio Nunes (Tonton), um dos integrantes da antologia, é paraibano de João Pessoa, professor da UFPE e autor premiado de livros para o público infantil e juvenil. É coordenador regional da AEILIJ em Pernambuco.
Trem de histórias traz de volta as lembranças das viagens de trem pelo interior do Brasil. Algumas vêm revestidas de um tom nostálgico. “O trem que não se foi”, de Alessandra Pontes Roscoe, é um bom exemplo; “Um trem para as meninas”, de Antônio Nunes (Tonton), retrata o cotidiano de uma família e o presente dado à filha – um trenzinho todo artesanal feito de madeira. A antiga parada de trem “Estação Ponte D´Uchoa” é motivo para divagações; “Trem de infância”, de Cláudia Gomes, é um poema de sabor bem mineiro; o bonde, primo-irmão do trem, é destaque no texto de JP Veiga – “O trilho”.
São 20 histórias que transportam o leitor para paisagens que só podem ser desfrutadas em uma viagem de trem. Alguns textos remetem a conhecidos poemas: Manuel Bandeira – “Trem de ferro”; Ascenso Ferreira – “Trem de Alagoas”; Marcus Accioly – “do trem-de-ferro”; Joaquim Cardozo – “Última Visão do Trem Subindo ao Céu” e Cláudio Limeira – “Réquiem para Maria Fumaça”.
As bonitas ilustrações do livro começam com uma xilogravura de um trem Maria Fumaça na capa. Esta ilustração nos lembra o poema de Ascenso Ferreira – “Trem de Alagoas” – um trem deslizando nos trilhos, soltando fumaça. Compondo a paisagem, um cajueiro carregadinho de frutos. Em terceiro plano, avistam-se bueiros de antigos engenhos. É uma ilustração saudosista e muito poética.
Identifiquei-me com a crônica de Luiz Antônio Aguiar – “Esse trem que me falta na lembrança” (Trem de histórias, p.55). Como o escritor, não conheci o trem na minha infância. Nasci e passei os primeiros anos de vida em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte despovoada de trens e de trilhos. Sinto a nostalgia de não ter viajado de trem na fase da aurora da vida.
Quando ouve falar em trem, Luiz Antônio Aguiar confessa que escuta o tchu-tchu do seu coração e bate uma saudade muito grande. Ele se recorda das músicas de Milton Nascimento e das cidades históricas de Minas Gerais – Ouro Preto, o convento de Caraça, tudo ali parece parado no tempo.
“Minha primeira viagem de trem” é o conto de Rosana Rios. A viagem foi feita na adolescência com um grupo de amigos. O trem saiu da estação Júlio Prestes e rumou para Mairinque, corria a década de 70. E foi um passeio inesquecível. Na volta, arranjou um namorado, companheiro de viagem.
As viagens de trem foram responsáveis por muitos encontros e desencontros, lenços balançando ao vento nas despedidas, choro das pessoas que ficavam nas plataformas, saudades e coração partido naqueles que iam em busca de novas aventuras.
Simone Pedersen conta uma história do ponto de vista de um maquinista de trem, o título é “O condutor”. Um trem turístico parte da Estação da Luz e vai para Santos. A viagem é demorada, com paradas para apreciar a paisagem. O trem anda por trilhas sinuosas, invade a privacidade da mata, desnuda flores, plantas, árvores e quedas de água. Para o condutor, esta é a melhor viagem da semana. As pessoas vão para um passeio, transbordam felicidade, “vão salgar a alma na praia”.
Uma pesquisa sobre o trem na poesia brasileira, trabalho desenvolvido com os alunos de Literatura Infantil na UFPB, me levou a muitas descobertas e amenizou o vazio deixado por essa saudade esquisita e inexplicável do trem que não povoou a minha infância.
O livro “Trem de histórias” veio relembrar os poemas que deram margem à pesquisa e reviver um período que deixou boas lembranças, lembranças poéticas.

Nota: No jardim da sede UBE/PE, Rua Santana, bairro de Casa Forte, existe um vagão antigo de trem que funciona como biblioteca. O vagão está cheio de livros e de sonhos.

Fonte: http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/08/historias-de-trem.html

sábado, 18 de junho de 2011

O trabalho coletivo dá certo!


É com imensa satisfação que trago a público uma das peças promocionais de nosso evento de literatura infantil e juvenil, que terá lugar nos dias 19 e 20 de agosto deste ano. A nossa mascote é o "Mauricinho", um boizinho voador. Estranho? Que nada! Ah, você não sabe a que episódio da história de Pernambuco ele se refere? Então compareça ao nosso encontro e descubra. Pois bem, a ideia e a concepção originais foram de Melchíades Montenegro, Leony Muniz o batizou e Emerson Fialho deu o tratamento final de arte; Janaína Calazans e a eficiente equipe da OPA (Agência Experimental da Faculdade Boa Viagem) desenvolveram as mídias, com uns pitacos meus aqui e de outros acolá. E o resultado está aparecendo! Um monte de gente boa tem dado preciosas contribuições para que tudo seja primoroso. Por isso, sem sombra de dúvida, podemos afirmar: "O trabalho coletivo dá certo!" E como dá. Faça parte. Muitas coisas boas vêm por aí, só depende de nós...