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Vem aí o "I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil"


Prezados amigos,

Um dos motivos para que este blog viesse ao ar foi o de, além de apresentar e difundir o trabalho de vários criadores de LIJ em Pernambuco, preparar as bases para a realização do I Encontro Pernambucano do Livro Infantil e Juvenil, realizado com êxito em agosto de 2011, pelo que esperamos novas e melhores edições anuais. Há um grande número de talentosos criadores de LIJ em Pernambuco, que precisam se conhecer mais e melhor, unir forças e trabalhar em coletivo. Assim, além de convidá-los a colaborar com materiais para este espaço virtual, os convidamos a tomar parte neste projeto mais amplo que, sem dúvida, será um marco para o setor em nosso estado. Abraços a todos, Telma Brilhante e Antonio Nunes (Tonton) - Coordenadores do projeto. Contamos com vocês!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Para Ana Maria Machado e seus muitos encantamentos...



No último sábado, dia 16/11, tivemos a felicidade de ouvir, bem de pertinho, Ana Maria machado falar às crianças (de muitas gerações)  presentes à Fliporto Criança. Na pauta, não podia faltar, é claro, a "Menina bonita de laço de fita". Ela nos contou como surgiu a inspiração para o livro. E eis quando me preparava para redigir uma nota para este blog, me chega via Face Book, o link para o vídeo sobre o livro exibido pela TV Futura. Como dizem, para as coisas boas acontecerem, o mundo conspira a nosso favor...

Agradeço a gentileza da querida Anna Cláudia Ramos, pela mediação da mesa junto à Ana Maria Machado que, com muita paciência, autografou todos os livros de sua autoria disponíveis na Casa do Livro Infantil e da Leitura de Olinda (CLILO). E olha que não são poucos...

Em sua homenagem, por nos proporcionar tantos encantamentos, o vídeo da "menina" mais querida das crianças da CLILO. Vale a pena conferir!


domingo, 10 de novembro de 2013

Um convite às crianças de todo o Pernambuco, de todas as idades...

Com a parceria do Correio Criança, suplemento infantil do Correio da Paraíba, levei o convite da Fliporto para os pequenos leitores paraibanos, na edição deste domingo (10/11/2013), que também faço a todos os pernambucanos.

Confiram a programação da Literatura Infantil e Juvenil da Fliporto aqui.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Maestria com simplicidade



Ler, contar e encantar crianças (Mediação, 2009) é daqueles livros que renovamos o prazer da leitura a cada novo contato com este magnífico texto, deste maravilhoso mestre. É daqueles que lemos de um único fôlego, tamanha a capacidade de envolvimento que o autor nos impõe, pois nos prende e surpreende face à simplicidade com que nos apresenta rica teoria em uma escrita prática, acessível. Depois desse impacto inicial, sentimos a necessidade de retornar a ele. Retomamos outras leituras, desta vez com mais vagar, para degustar trechos e lições específicas que encontramos ao longo de todos os seus capítulos. Nestes, dentre outros conteúdos, ele nos fala de: A leitura e o imaginário da criança; Leitura: prazer, saber e poder; A importância da poesia e de livros no universo infantil e, por fim, nos brinda com um capítulo especial: Como me tornei um escritor. Apenas para constar: dentre os muitos prêmios conquistados pelo autor, vários de seus livros receberam a láurea Altamente Recomendável para Criança (concedida pela FNLIJ). Elias José: leitura mais que recomendada, imprescindível para aqueles que se dedicam à LIJ no Brasil.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Para conhecer um pouco mais da AEILIJ

AEILIJ reúne autores e ilustradores de infantis e juvenis


Por Ivani Cardoso

Com mais de 400 associados de vários estados brasileiros, a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil, desde 1998, representa profissionais dessa área. Na presidência está Sandra Pina, escritora, jornalista e tradutora. Ela explica que a associação nasceu da necessidade de reunir profissionais que, pela natureza de seu ofício, trabalham muito isolados. “A ideia, desde o início, foi a troca de experiência e informação”, comenta. A entidade não tem uma sede física, mas o endereço oficial para correspondências é no Rio de Janeiro, cidade onde se encontra a maior parte da diretoria atual. Nas últimas décadas aumentou muito o número de ilustradores em atividade e muitos publicam no Exterior, da mesma forma que ilustradores estrangeiros têm sido contratados por editoras brasileiras. Entre as dificuldades encontradas pelos associados, Sandra destaca a falta de interesse para a Literatura Infantil e Juvenil no Brasil: “muito pouco da produção é encontrada nas livrarias ou resenhada pelos veículos de comunicação: “de modo geral, as livrarias vendem os best-sellers importados ou os chamados livros-brinquedo. Nada contra, mas ainda falta muito para o livro fazer, realmente, parte da infância brasileira. Afinal, quantos pais, avós, tios optam por comprar livros para suas crianças?” 


Leia a entrevista na íntegra: aqui.

sábado, 12 de outubro de 2013

Semana da Criança na Biblioteca Pública Estadual


Plano Nacional do Livro e Leitura deve virar lei‏

Câmara dos Deputados - 04/10/13 
 
 O brasileiro lê, em média, quatro livros por ano – menos da metade do que é lido, por exemplo, em Portugal, onde a média é de 8,5 livros por ano. O dado é apontado na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em março deste ano e revela um decréscimo do número de livros lidos pela população, que em 2007 era de 4,7 livros por ano. Para debater a importância de políticas públicas que incentivem a leitura e democratizem o acesso ao livro, as comissões de Educação e de Cultura realizaram uma audiência pública nesta terça-feira (1), na Câmara dos Deputados.  
 
O debate apontou para a necessidade de transformar em lei o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), desenvolvido pelos ministérios da Cultura (MinC) e Educação (MEC) desde 2006. Para tanto, a coordenadora da Frente Parlamentar Mista do Livro e Leitura e idealizadora da audiência, deputada Fátima Bezerra (PT/RN), lançou manifesto durante o encontro para que o Executivo envie ao Congresso um projeto de lei (PL) sobre o assunto. A ideia é colher assinaturas até o fim do mês, quando a parlamentar entregará o documento à ministra da Cultura, Marta Suplicy. 
 
“Demos mais um passo para fomentar, institucionalizar e fortalecer uma política pública que considero estratégica. É fundamental que o acesso ao livro seja encarado como política de Estado. Vamos fazer andar o projeto sobre o fundo setorial do livro, leitura e literatura; vamos cobrar do governo o envio dos projetos que institui o PNLL como lei, e que cria o Instituto Nacional do Livro, da Leitura e da Literatura”, enfatizou Fátima Bezerra. 
 
Para o secretário executivo do PNLL, José Castilho, além de tornar o plano uma política de Estado, é esse tripé que fará a diferença para a democratização do acesso ao livro e fortalecimento da leitura. Segundo ele, não há divergências em relação à necessidade de tornar o Brasil um País de leitores, mas reforçou que, ao mesmo tempo, a inexistência de políticas públicas fragiliza as iniciativas. “Não podemos ficar à mercê das mudanças de governo. O Estado funciona com marcos legais e investimentos. E essa lei vai balizar o restante das nossas necessidades. O projeto está pronto e acredito que muito em breve deve chegar ao Congresso Nacional.” 
 
Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura do MinC, reforçou a importância da institucionalização do plano. Segundo ele, até agora o que se construiu foi uma política de livro, não de leitura, “e esta precisa avançar”. 
 
“Talvez seja a hora de termos o PAC da formação das pessoas”, destacou o deputado José Stédile (PSB/RS), em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desenvolvido pelo governo federal desde o governo Lula. Stédile reforçou a falta de interesse de prefeituras em investir em bibliotecas, diminuindo o acesso à leitura da população que não tem recurso para adquirir livros. 
 
Boas práticas  
 
Em contrapartida, várias experiências independentes de incentivo à leitura são realizadas Brasil afora e duas delas foram apresentadas durante o debate. São bibliotecas comunitárias implantadas em escolas pelo Instituto Ecofuturo e as oficinas e rodas de leitura promovidas pela organização Vaga Lume em comunidades tradicionais e rurais na Amazônia Legal. 
 
Mas trabalhos independentes, muitas vezes, encontram barreiras. A falta de metodologia para avaliar os resultados obtidos nas oficinas e rodas de leitura da Vaga Lume, por exemplo, tem sido um obstáculo para o avanço do trabalho. A historiadora Sylvia Guimarães, uma das idealizadoras do projeto, aproveitou o debate para pedir aos parlamentares e aos membros do Executivo que olhem para essas iniciativas e pensem, por exemplo, editais e políticas que contemplem quem tem know how. Também sugeriu à academia que faça parcerias com essas instituições para que pesquisas sobre resultados obtidos, por exemplo, possam ser realizadas. 
 
Patrícia Lacerda, do Instituto C&A, uma das parceiras das escolas comunitárias do Instituto Ecofuturo, lembrou que se tem pouco tempo até a próxima eleição e que é preciso agilidade na formulação e aprovação dessa lei que trone livro e leitura política de Estado. 
 
Levar esse debate para a ponta também foi uma demanda apresentada. Ruivo Lopes, integrante da Rede de Saraus da Periferia, de São Paulo, destacou que o PNLL pode salvar vidas nas periferias das cidades. “Com o acesso à leitura, a gente pode mudar o futuro dos jovens da periferia, a gente pode mudar a cara do mapa da violência desse País”, disse. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ana Maria Machado na Fliporto e na Casa Clilo


Ana Maria Machado, uma das maiores autoras infanto-juvenis do Brasil, garante que este ano vai realizar o desejo de conhecer a FLIPORTO. Nesta entrevista, ela nos fala da importância da escola na formação das futuras gerações de leitores.
Essa escola ideal, a CLILO/FLIPORTO, a mulher presidente da Academia Brasileira de Letras vai conhecer no intervalo de uma das suas participações no congresso literário da FLIPORTO, em novembro, no Largo do Amparo.
No ano passado, com as malas prontas para participar durante os quatro dias da grande festa literária pernambucana, Ana Maria Machado foi surpreendida com uma viagem de última hora para fora do Brasil, e que não estava nos seus planos.
Pelo telefone, disse ao escritor Antônio Campos, curador da Fliporto, que 2013 seria para ela o ano de estar com seus amigos e leitores pernambucanos. “Quero compensar da melhor forma a oportunidade que não tive”, disse ela.
Ciceroneada por Antônio Campos e pelo escritor Antonio Nunes, coordenador da Casa CLILO, Ana Maria Machado vai o conhecer de perto o projeto sobre o qual já tem referências como um dos mais curiosos e criativos no campo do incentivo à leitura entre adolescentes e jovens de famílias de baixa renda.
Ganhadora do Prêmio Hans Christian Andersen (2001), considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil, a jornalista e escritora Ana Maria Machado (Rio de Janeiro, 1941), é autora de mais de 100 títulos, alguns deles publicados em 17 países, somando mais de 18 milhões de exemplares vendidos. Formada em Letras, lecionou na UFRJ e PUC. Durante a ditadura militar, exilou-se em Paris, onde cursou pós-graduação com Roland Barthes. Trabalhou na revista Elle, em Paris, na BBC de Londres e em vários jornais e revistas brasileiros. Em 1979, fundou no Rio de Janeiro a Malasartes, primeira livraria brasileira dedicada exclusivamente a crianças e adolescentes. Também notabilizou-se pela sua produção de literatura para adultos, com o premiado A audácia dessa mulher (1999) e Texturas — sobre leituras e escritos (2001). Desde 2003, Ana Maria Machado ocupa a cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras.
Num país conhecido pelos baixos índices de leitura, Ana Maria é otimista: acredita que seu hábito ainda será compartilhado por todos, um dia. “Ler é muito gostoso; é natural que as pessoas gostem”, diz. “Só falta alguém que desperte esse interesse.” Nesta entrevista, marcada por risos, lembranças e colheradas de sorvete, nos jardins do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a escritora fala de como o professor pode assumir esse papel, servindo de exemplo para que as futuras gerações passem a andar com livros a tiracolo.
Antes de você conhecê-la no palco e avaliar a sua forma presencial de cativar o público, como palestrante da FLIPORTO, veja nesta entrevista porque ela se tornou a terceira mulher a presidir a ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
A senhora criou um curso na Casa da Leitura, no Rio de Janeiro, para ensinar professores a trabalhar com literatura. Na sua opinião, quais são as principais falhas de formação que eles têm?
Leia a íntegra desta entrevista aqui.